Diretores da Coopervap, Fecoagro, prefeitos e demais lideranças cooperativistas vão à Brasília

Postado por admin em Acontece na Coopervap, Artigos e Notícias

05

fev
2021

Foram recebidos pela ministra Tereza Cristina e buscam por melhores preços para o leite produzido pelos produtores da região.

Na última terça-feira (02/02), por meio da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Leite de Minas Gerais (Fecoagro Leite Minas), foi solicitado ao deputado federal Domingos Sávio, uma reunião emergencial com a ministra Tereza Cristina e o secretário executivo Marcos Montes, a fim de reivindicar medidas contra os grandes volumes de importações de leite que vêm enfraquecendo a produção nacional.

Na reunião, estiveram presentes produtores rurais, representantes e dirigentes cooperativistas, o presidente da Coopervap, Valdir Rodrigues de Oliveira, e o vice-presidente, Altino José Severino Silva, Vasco Praça Filho, presidente da Cemil e Fecoagro Leite Minas, Nidelson Falcão, Diretor Executivo da Fecoagro, Fernando Pinheiro, Analista Técnico Econômico Agropecuário da OCB, Geraldo Borges, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) e os prefeitos de Paracatu e Patos de Minas.

A situação econômica e sanitária do Brasil é delicada, além do aumento dos custos dos insumos essenciais da atividade, no segundo semestre de 2020, a importação de leite dobrou. “Estamos aqui para reivindicar pelo produtor, não aceitamos os volumes absurdos de importações do leite argentino. Isso enfraquece a indústria nacional, tirando o pão de cada dia do nosso produtor”, afirmou Vasco Praça Filho. “O deputado federal Domingos Sávio, que sabe da importância do leite, abraçou nossa causa. A ministra Tereza Cristina prontamente nos atendeu e temos certeza que alguma ação vai acontecer após essa reunião”, finalizou.

Segundo o deputado Domingos Sávio, “não há falta de leite no Brasil, não há motivo para as importações. Mostramos para a ministra que os produtores e deputados não vão aceitar esta situação. A solução é tributar o leite importado pelas multinacionais e demais importadoras, assim como o açúcar brasileiro é taxado na Argentina, o leite importado para o Brasil precisa ser tributado”.

Valdir Rodrigues de Oliveira, presidente da Coopervap, declarou sobre a necessidade de agir e conscientizar o Governo Federal sobre as políticas de importações do leite, já que, “na verdade, as próprias empresas e importadores colocam os seus negócios em risco. Mostramos as dificuldades tanto da sobrevivência do produtor quanto das pequenas e médias empresas e caso essa situação não mude, a maior parte dos produtores e laticínios podem quebrar”, afirmou.

O leite é importante tanto economicamente quanto socialmente, é fundamental para milhões de brasileiros que trabalham na produção e que o consome. O presidente da Abraleite, Geraldo Borges, afirmou que “98% dos municípios brasileiros fazem parte da cadeia de produção do leite, esses são números que precisam, além do Ministério da Agricultura, sensibilizar a equipe do Ministério da Economia. A cadeia produtiva do leite brasileira não consegue conviver com essa situação que perdura desde agosto do último ano”.

O prefeito de Paracatu, Igor Santos, destacou a necessidade de intervenção pelo bem do produtor rural: “Sabemos da importância do pequeno produtor de leite no sustento da nossa cidade e da agricultura brasileira, não podemos deixar continuar o que está acontecendo”. O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão Ferreira, sustenta que “esse é um problema, sobretudo, social e que aflige os pequenos produtores. A Prefeitura de Patos de Minas está aqui em favor do produtor, das cooperativas e da nossa economia como um todo”.